Tenho sentido falta de escrever. Falta-me tempo - ou, pelo menos, é nele em que ponho a culpa, como faço pra justificar tantas outras coisas. E continuo perdendo meus versos pelas calçadas, pois que distraídos se desequilibram e caem enquanto caminho. Ou então voam pelas janelas que sempre escancaro nos coletivos, a despeito da cara feia de quem senta-se ao lado, porque a quase violência do vento batendo no rosto e escorrendo pelos cabelos me faz sentir uma liberdade que é mais punjente quanto interna do que aquela ordinária do ir-e-vir. E pensei frases lindas pela tarde, enquanto pisava, como quem foge, o calçadão preto e branco sob a chuva fina. Mas não acho que tenha tempo de escreve-las aqui. Trago-as, então, junto ao peito, como faço com aquelas lembranças sobre as quais sempre me repito que não há tempo para lembrar.
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3 comentários:
se há sempre tanta poesia escapulindo de nós, porque o mundo não anda cheio dela? Bj
Tem convite para você lá no meu blog...passa lá depois para ver ok
Beijos
Menina, primeiro respondendo uma pergunta antiga (eu nasci no dia 4). Sobre a escrita, ouvi um poeta, neste final de semana, dizer que é preciso mastigar internamente primeiro, depois sai tudo. Tenta uma oficina, pra te dar coragem, se é que você sente falta, né?!
Bjoooo
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